A noite cobre com seu manto gélido
A ferida aberta no corpo e na alma
A solidão envolve a dor do meu peito
Não há um momento que respire calma.
Inerte, gelada, aos poucos desisto
Deixo-me arrastar na forte torrente
Procuro o teu corpo e só pó encontro
Fiquei cá na terra, mas estou ausente.
Sentada a um canto, olho o teu retrato
Afago o teu rosto, beijo o teu olhar
É um gosto amargo, é pura ilusão
Não te tenho aqui, para te abraçar.
O tempo, correndo, espalha memórias
Que guardo no peito p'ra sobreviver
Por muito que viva, mesmo que mil anos
Não esqueço o teu rosto, nem o teu sofrer.
Ofereço-te rosas, brancas, meu amor
De branco tão puro, como preferias
Ficaram murchando de tristeza e dor
Por não ver sorrir, como tu sorrias.
Onde quer que estejas...um beijo

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